
Nenhuma estrada chega até ela, e é aí que está todo o encanto. Uma trilha pela mata (ou um curto trajeto de barco) leva você a uma praia rústica, emoldurada por palmeiras, onde o ritmo cai a zero.
A Praia do Sono é a Costa Verde em seu estado mais desconectado: sem carros, um punhado de pousadas e quiosques simples e uma areia longa e silenciosa. Chegar até lá é metade da experiência.
O acesso clássico começa na Vila Oratório, na região de Laranjeiras, ao sul de Paraty. Do início da trilha, é uma caminhada de 60–75 minutos por um morro coberto de mata — uma trilha de verdade, com raízes e subidas, não um passeio, mas tranquila para quem tem um preparo razoável e calçado adequado. Você chega ao alto do morro e desce até a praia entre as palmeiras. Leve água e protetor solar biodegradável; há um pequeno estacionamento no início da trilha.

Prefere pular a trilha (ou poupar as pernas para a volta)? Pequenos barcos saem de Laranjeiras para a Praia do Sono em cerca de 15 minutos, se o tempo permitir. Muita gente vai a pé numa direção e de barco na outra. Sua anfitriã pode indicar os barqueiros e os valores atuais.
A Sono é rústica por natureza. Um punhado de quiosques de família grelha peixe e prepara caipirinhas; algumas pousadas e campings hospedam quem passa a noite. Há pouco sinal de celular e nenhum caixa eletrônico — leve dinheiro. A recompensa é o espaço: uma praia longa, água morna e a sensação de ter saído do mapa.
Da Praia do Sono, outra trilha curta na mata leva à Praia dos Antigos e, mais adiante, à minúscula Antiguinhos — ainda mais selvagens, ainda mais vazias. Se tiver energia, encadeá-las faz um dia de aventura perfeito. Comece cedo, fique de olho no horário da volta e não seja pego pela maré ou pelo escuro.
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